Danniella Westbrook, sobretudo conhecida pelo papel de Sam Mitchell em EastEnders, tem sido ao longo dos anos invulgarmente aberta sobre a sua saúde e sobre cirurgia estética e reconstrutiva. Essa abertura é provavelmente a razão pela qual a internet presume que também fez um transplante capilar. Os factos não o sustentam: nunca falou de um transplante capilar, nenhum órgão de comunicação credível o noticiou, e a história de que teria feito o procedimento num determinado país não tem qualquer fonte. O que as fotografias públicas mostram é uma mulher cujo cabelo mudou de cor, comprimento e estilo muitas vezes, o que é algo diferente de queda de cabelo.
O que mostram as fotos
Ao longo dos anos 90 e 2000, o cabelo de Westbrook era sobretudo louro, usado comprido ou pelos ombros, com uma zona frontal cheia e uma linha de implantação feminina normal. Na década de 2010 houve mudanças frequentes: cortes mais curtos, tons mais escuros e, por vezes, um aspeto visivelmente mais ralo em torno da risca, que os tabloides não deixaram passar. Nos últimos anos tem sido muitas vezes fotografada novamente com cabelo louro, comprido e cheio.
Nas mulheres, estas oscilações explicam-se normalmente por três coisas vulgares: extensões, cor e saúde. As extensões e os apliques acrescentam comprimento e volume de imediato e são habituais na televisão e no trabalho com a imprensa. As descolorações intensas e as mudanças de cor frequentes tornam o cabelo mais fino e mais propenso a partir na zona frontal e na risca. E os períodos de doença, stress ou alterações de peso podem causar uma queda difusa temporária que recupera em poucos meses. Westbrook falou publicamente de períodos difíceis da sua vida; nada disto precisa de um transplante para ser explicado.
Porque é que o transplante capilar feminino é uma questão diferente
Os transplantes capilares são menos comuns nas mulheres do que nos homens porque o padrão é diferente. As mulheres raramente perdem a linha de implantação; o cabelo rareia de forma difusa por todo o topo da cabeça, e a zona dadora na nuca também pode estar a rarear. Um transplante só funciona quando existe uma zona dadora estável e densa e uma área clara para preencher, por exemplo uma risca alargada ou uma linha de implantação naturalmente alta. Para a rarefação difusa, a resposta de primeira linha é médica: minoxidil, tratamento de problemas de ferro ou de tiroide e controlo das causas hormonais.
O que um especialista procuraria nas fotos dela
- A risca e a zona frontal. Numa mulher, um transplante normalmente estreita uma risca larga ou baixa a linha de implantação. As fotos dela mostram uma risca que parece mais larga ou mais estreita consoante o penteado e a cor, não uma mudança permanente.
- A consistência. A cirurgia produz um ganho de densidade duradouro. O cabelo dela varia com o corte e com as extensões, o que é o oposto de uma assinatura cirúrgica.
- A linha de implantação. Manteve-se sempre no mesmo sítio, o que é normal nas mulheres e não dá qualquer sinal de reconstrução.
Se o seu cabelo está a rarear
As mulheres que notam uma risca mais larga ou mais cabelo na escova devem começar por um diagnóstico, não por um produto. Análises ao sangue para ferro, tiroide e hormonas, e um exame do couro cabeludo com ampliação, distinguem uma queda temporária de uma rarefação de padrão feminino. O minoxidil é o primeiro passo comprovado para a rarefação de padrão; um transplante só vale a pena discutir quando a zona dadora é forte e a rarefação está concentrada numa zona definida.
Envie-nos três fotografias (risca, frente e nuca) e dir-lhe-emos com honestidade se um transplante é sequer a pergunta certa para o seu cabelo.